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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 379

Ao ouvir aquilo, Norberto ficou paralisado. Eduardo e Dona Zara também arregalaram os olhos, atônitos com a revelação.

Sem nem tentar desfazer o mal-entendido, Norberto cravou os olhos no médico e rebateu: — O senhor deve ter cometido um engano. Como ela poderia estar grávida? Tem certeza de que não houve um erro de diagnóstico?

Alheio à identidade daquele homem de aura imponente, o médico respondeu com polidez: — Não há erro algum. Fizemos exames de sangue e um ultrassom, a gravidez foi confirmada. O diagnóstico preliminar para o desmaio é desnutrição aliada a uma forte alteração emocional, ou talvez um choque temporário causado por hipoglicemia...

— Isso é impossível. Só pode ser um erro — murmurou Norberto, estático no lugar, como se tivesse sido atingido por um raio.

Hera estava grávida?

Mas então... de quem era a criança?

O rosto de Norberto contraiu-se de imediato. Ele não ousava levar aquele pensamento adiante. Ao se recordar dos vômitos dela na mansão antiga no dia anterior, de sua magreza repentina e de sua fadiga constante... seria tudo aquilo sintoma da gestação?

Dona Zara e Eduardo olhavam para Norberto com expressões indecifráveis, como se aquele desfecho já fosse, de certa forma, esperado por eles. O único problema era...

O momento estava errado, a ordem dos fatores estava invertida. Ela não deveria ter engravidado justo agora.

Que imensa confusão, Sr. Norberto e senhorita.

A respiração de Norberto tornou-se pesada. Ao notar os olhares estranhos que os dois lançavam às suas costas, ele franziu a testa e declarou: — Não me olhem assim, a criança não é minha.

A dupla ficou ainda mais estarrecida. Aquela afirmação os deixou completamente confusos e sem chão.

Não era do Sr. Norberto? Então, de quem seria?

Quando Hera abriu os olhos, deparou-se com o teto branco do quarto.

O cheiro de antisséptico invadiu suas narinas, fazendo com que seu corpo inteiro enrijecesse. Num reflexo imediato, ela se sentou de solavanco e levou as mãos ao ventre: — Meu bebê...

Norberto vacilou por um instante antes de seu semblante escurecer de vez: — Que desgraçado se aproveitou de você?

— Ninguém se aproveitou de mim. Esta criança é do Alarico — respondeu ela, recostando-se nos travesseiros enquanto balançava a cabeça tristemente.

— O quê?! — A perplexidade tomou conta de Norberto, que se recusava a acreditar naquilo. — Do meu irmão mais velho?

— Sim, é dele — confirmou ela com um aceno. — Foi uma decisão que tomamos juntos há três anos. Recentemente, senti uma vontade imensa de ser mãe e, por isso, pedi que implantassem em mim o fruto da nossa união.

Norberto precisou de um longo tempo para absorver o choque e aceitar aquele fato. Ainda desconfiado, ele questionou mais uma vez: — Tem certeza de que é do meu irmão e não de algum covarde que abusou de você?

— Com você ao meu lado, quem ousaria me fazer mal? — retrucou Hera, exibindo um sorriso frágil. — Me perdoe, Norberto. Sei que foi uma decisão precipitada, mas eu não via outra saída. Precisava ter meus próprios filhos. E estas duas crianças também pertencem à Família Cardoso.

O rosto de Norberto anuviou-se no mesmo instante em que a ouviu dizer aquilo: — Se você e o meu irmão já tinham decidido isso há três anos, por que não me contou naquele dia, no terceiro andar? Por que me fez aquele tipo de proposta absurda?

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