Norberto congelou por um momento, sentindo que ela estava apenas tentando dispensá-lo. Um aperto instantâneo invadiu seu peito.
— Por que você e ele ainda não se casaram? — Ele finalmente conseguiu fazer a pergunta.
A verdade é que, durante aquele mais de um ano, vendo-os juntos para cima e para baixo, cheios de afeto, Norberto acreditou que receberia um convite de casamento para comparecer como o pai da criança e ex-marido da noiva.
Contudo, até o dia de hoje, nem ela nem Tristan haviam mencionado nada sobre casamento.
— O Tristan sugeriu que esperássemos até a cirurgia da Delfina passar para falarmos sobre isso. — Tereza foi pega de surpresa, mas abriu um sorriso sereno.
Norberto sofreu um baque.
— Por quê? — Ele não conseguia entender.
— Ele não quer que a Delfina passe por grandes oscilações emocionais. Afinal, um casamento não é algo trivial, e ela ainda é muito pequena. — Quando Tereza ouviu Tristan propor isso, ela também havia ficado perplexa por um longo tempo.
Mais tarde, os mais velhos da Família Guedes também concordaram que a saúde da criança era a prioridade absoluta, e que seria melhor evitar grandes acontecimentos que pudessem agitá-la.
Depois que a cirurgia passasse, haveria tempo de sobra para discutir o matrimônio.
Tereza se sentia imensamente grata por contar com o apoio da família do noivo.
Norberto baixou a cabeça, com a mente turbulenta. Se Tristan era capaz de ter tamanha sensibilidade e pensar tão à frente, era mais do que merecido que ele tivesse uma esposa.
— Tereza, você está com ele há mais de um ano. Você já chegou a comparar a mim com ele? Eu fui tão péssimo assim?
— Não há termos de comparação. — Ela não esperava que ele tocasse naquele assunto, e respondeu em um tom imparcial.
— É mesmo? Eu fui um fracasso tão grande assim? — O rosto de Norberto empalideceu, e ele deu uma risada autodepreciativa.
— Quando eu digo que não há comparação, quero dizer que não há necessidade de comparar. Não é que você tenha sido ruim, é apenas que a perspectiva de cada um era diferente. — esclareceu Tereza ao perceber que ele havia interpretado mal.
— Diferente como? — insistiu ele.
— Quando eu estava com você, não havia sintonia emocional; era um amor de uma só pessoa, o meu. Com ele é diferente, é algo construído por nós dois. — Tereza cruzou os braços e recostou-se na cadeira.
A resposta atingiu o coração de Norberto como um golpe seco de bastão, deixando-o sufocado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido
Esse livro é ótimo.......