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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 378

A chamada foi feita e, segundos depois, a voz de Raul ecoou: — Dra. Leal, ligando a uma hora dessas, aconteceu alguma urgência?

Tereza recostou-se na cadeira e disse: — Sr. Raul, preciso que me ajude a investigar uma coisa.

— Pode falar.

— Hoje, durante o almoço na Mansão Cardoso, vi Hera vomitar. Com a minha experiência médica... — Tereza fez uma pausa antes de continuar: — Suspeito que ela possa estar grávida.

A voz de Raul soou nítida após um segundo de silêncio do outro lado da linha: — De quem você suspeita que seja a criança?

Tereza olhou para a lua pela janela. Estava quase cheia, marcando a chegada de um novo ciclo no calendário.

Ela sentiu um cansaço repentino, e sua voz soou ligeiramente mais baixa: — Preciso de provas. Não importa de quem seja, quero que você descubra toda a verdade para mim.

Ao notar que ela evitava dizer o nome dele, Raul compreendeu a dimensão da dor e do desespero que consumiam a alma de Tereza naquele momento.

— Entendido. Iniciarei a investigação o mais rápido possível.

— Sr. Raul, sobre este assunto... — murmurou Tereza, em um tom suave.

— Fique tranquila. Serei extremamente cauteloso. Toda a investigação será feita rigorosamente dentro da lei; não levantaremos suspeitas e não deixarei rastro algum.

— Obrigada — sussurrou Tereza.

— Não há de quê, é o meu trabalho.

Após desligar, Tereza permaneceu sentada na escuridão por um longo tempo, até que seu corpo ficasse quase dormente.

O ato mais dramático daquela peça já havia começado. Os protagonistas entravam em cena, um a um, e logo chegaria a hora de ela, a mera coadjuvante, fazer a sua aparição.

Se aquela criança fosse mesmo de Norberto, Tereza sentia que a assinatura do divórcio não tardaria a chegar.

Norberto invadiu a emergência com Hera nos braços, enquanto Dona Zara e Eduardo corriam apressados logo atrás.

Os médicos prontamente vieram socorrê-la. Norberto foi instruído a aguardar do lado de fora, onde começou a andar de um lado para o outro, impaciente. Nesse instante, seu celular tocou.

Era Tereza. Só então Norberto se lembrou de que aquele era o grande dia da matrícula da filha. Contudo, Hera estava com a vida em risco, em uma situação crítica. Ele conversou pacientemente com a menina por alguns instantes antes de pedir que passasse o telefone para a mãe.

Assim que Tereza encostou o aparelho no ouvido, Norberto apressou-se em dizer, com a voz carregada de culpa: — Tereza, surgiu uma emergência e não vou conseguir sair agora. Por favor, acalme a Delfina e leve-a para fazer a matrícula primeiro, está bem? Assim que eu resolver tudo por aqui, vou correndo encontrar vocês.

Antes mesmo que ele pudesse terminar, a chamada foi encerrada. Ficou claro que Tereza não tinha a menor intenção de ouvir suas justificativas.

O coração de Norberto deu um solavanco. Ele encarou a tela do celular por dois segundos antes de apertar o aparelho com força contra a palma da mão, impotente.

Não se sabe quanto tempo se passou até que o médico finalmente saísse da sala: — Senhor, sua esposa está grávida.

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