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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 376

Tereza respondeu:

— Foi boa. A Delfina está mais crescidinha, é mais divertido passear com ela.

A velha senhora continuou de olhos fechados. Após um breve silêncio, voltou a falar:

— Tereza, durante todos esses anos na Família Cardoso, você realmente foi muito injustiçada.

Os dedos de Tereza pararam por um instante, mas ela não disse nada.

A senhora, por sua vez, prosseguiu:

— O Norberto é um inconsequente, espero que você não leve tão a sério as atitudes dele. Os homens sempre demoram mais para amadurecer do que as mulheres; dê-lhe um pouco de tempo...

Os dedos de Tereza voltaram a massagear. Ela não parou e tampouco retrucou.

Ela, de forma alguma, achava que o fato de Norberto carregar em seu coração a cunhada viúva, seu antigo amor, fosse sinal de imaturidade. Muito pelo contrário, ele sabia perfeitamente o que estava fazendo, e ainda assim entregava-se àquilo por pura obsessão.

Vendo que Tereza permanecia em silêncio, a senhora virou a cabeça para observar sua expressão e pediu:

— Tereza, você não poderia dar-lhe mais algum tempo para crescer?

Tereza sustentou serenamente o olhar da avó e respondeu:

— Avó, eu lhe dei sete anos. Sete anos é tempo o bastante. Mais do que isso, é impossível.

A velha senhora ficou estarrecida.

Logo em seguida, balançou a cabeça, resignada.

No escritório situado mais à esquerda do segundo andar, Delfina estava deitada de bruços no sofá, desenhando, enquanto Norberto sentava-se ao seu lado, analisando documentos em um iPad.

— Papai. — A mãozinha de Delfina estava cansada de tanto desenhar. Com um biquinho nos lábios, ela perguntou: — Quando vamos descer para jantar?

Norberto verificou a hora e respondeu:

— Em breve.

— A mamãe já chegou? — Delfina indagou novamente.

Norberto levantou-se, foi até a janela para conferir e disse:

— Chegou. O carro dela está estacionado bem ali.

Delfina correu para dar uma espiada e comentou:

— O carro da tia também está ali. Você vai descer para encontrá-la?

Os pratos enchiam a mesa um após o outro, emanando vapor, num banquete farto e generoso.

— Comam. Há bastante comida, sirvam-se à vontade. — A velha senhora não voltou a tocar no assunto das crianças e pegou o garfo para começar a refeição.

Percebendo que o estado de espírito de Hera não estava dos melhores, Jessica imediatamente usou os talheres de servir para colocar um pedaço de bife de vitela grelhado no prato dela.

— Hera, experimente este prato. Você adorava quando era criança.

Hera observou o bife, perfeitamente dourado por fora e macio por dentro; parecia delicioso logo à primeira vista.

Para não estragar o clima, ela pegou um pedaço e o mordeu.

De repente... a ânsia de vômito retornou. Hera esforçou-se arduamente para tentar engolir.

No entanto, foi em vão. Ela simplesmente não conseguiu. O enjoo causado pelo cheiro subiu com uma violência avassaladora.

Sem sequer ter tempo de se curvar, soltou um engasgo seco. Com o rosto pálido, levou a mão à boca e disse às pressas:

— Desculpem-me, vou ao banheiro num instante.

Dito isso, empurrou a cadeira e caminhou a passos largos em direção ao banheiro do primeiro andar.

Atrás dela, à mesa, todos a observavam perplexos.

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