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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 375

— Mãe, por que a senhora está parada aí? — Hera exibia um sorriso carregado de afeto.

Jessica, no entanto, sentia um aperto no coração. Ao lembrar que a senhora havia criado o grupo e proibido a entrada de Hera, pensava o quão magoada a filha ficaria se soubesse que era tratada como uma estranha.

— Não é nada, apenas ouvi o som do seu carro e vim dar uma olhada. — Jessica disse com ternura.

Hera sorriu de lábios fechados e, de forma mansa e obediente, acompanhou Jessica até a sala de estar, sentando-se no sofá para beber água.

— E o Norberto? — Hera perguntou, segurando o copo d'água e fingindo casualidade.

Jessica lançou um olhar em direção ao segundo andar e respondeu:

— Assim que chegou, ele subiu. Provavelmente está no escritório cuidando do trabalho.

— A Delfina também voltou, não é? — Hera indagou com uma expressão de preocupação.

— Sim, a Delfina o seguiu lá para cima. Parece que a menina voltou desta viagem ainda mais apegada aos pais. — Jessica também havia notado isso de forma perspicaz. Há pouco, quando dissera que queria pegar a neta no colo, Delfina permitiu apenas por um instante, e assim que viu Norberto subindo as escadas, pediu logo para descer.

Ao ouvir aquelas palavras, o olhar de Hera mudou sutilmente, e foi inevitável que sua mente começasse a formular várias suposições.

O verdadeiro propósito de Tereza com essa viagem ao exterior não era usar a criança como ponte para restaurar a relação do casal?

Como mãe, bastava conversar um pouco mais com a filha. As crianças são espertas e logo aprenderiam o que fazer para garantir que o papai e a mamãe nunca se separassem.

Com esse pensamento, os olhos de Hera escureceram.

— Venha, este é um chá verde especial, recém-comprado pela mãe. Prove um pouco. — Jessica tirou suas folhas de chá sem demora, preparando-se para servir uma xícara à Hera.

Hera apressou-se em intervir:

— Mãe, não faça chá, eu já bebi várias xícaras de café hoje. Receio que, se tomar chá agora, não conseguirei dormir à noite.

Ao ouvir isso, Jessica imediatamente sentiu pena:

— Beba menos café. Se estiver muito cansada, descanse um pouco antes de voltar a trabalhar.

— Certo, eu sei. Obrigada pela preocupação, mãe. — Hera abriu um sorriso, mostrando-se extremamente dócil.

Jessica foi até a cozinha verificar os preparativos para o jantar. Justamente nesse momento, o carro de Tereza parou na vaga de estacionamento e, pouco depois, ela adentrou a sala de estar.

Hera baixou os olhos, observando a água já fria em seu copo, e aquele canto do seu coração começou a entrar em pânico novamente.

Tereza dirigiu-se diretamente ao quarto da avó. Ao vê-la, a velha senhora ficou radiante de alegria. Devido ao adiantado da hora, Tereza começou a sessão de massagem de imediato.

Ajoelhada ao lado da cama, Tereza pressionava os pontos de tensão no pescoço e ombros da senhora, aplicando a medida certa de força.

De olhos fechados, a avó desfrutava daquele raro momento de alívio.

— Tereza, você tem mãos de ouro. O jeito que você massageia realmente aliviou a dor.

Tereza sorriu suavemente:

— Sim, a circulação voltou ao normal, removendo os bloqueios. É natural que o alívio venha.

A senhora assentiu com a cabeça e mudou de assunto:

— E essa viagem, você se divertiu?

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