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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 299

Ao ouvir essas palavras, as pernas de Hera cederam pelo pavor, e com um estrondo, ela caiu de joelhos no chão.

— Avó, eu imploro, não faça isso comigo! Farei o que a senhora mandar, mas por favor, não me obrigue a casar com alguém que não amo. Se me forçar, eu juro que não vou conseguir continuar vivendo. — As lágrimas de Hera caíam copiosamente.

— Você quer mesmo que eu chame você de um fardo em voz alta? — A velha senhora não demonstrava qualquer piedade.

Ajoelhada e tremendo, Hera chorava como uma criança.

Atraída pelo barulho, Jessica correu apressada do salão principal.

Ao ver Hera soluçando de joelhos, aproximou-se rapidamente para interceder:

— Mãe, por favor, não trate a Hera assim. A senhora também a viu crescer, por que ser tão dura com ela?

A idosa olhou para Jessica com um semblante impenetrável:

— Exatamente por tê-la visto crescer é que eu devo ensinar-lhe rigorosamente como se portar.

— A Hera não tem más intenções. Por que tanta hostilidade, mãe? Se ela realmente errou, eu a educarei. A senhora já está numa idade avançada, não deve se estressar por causa dela. — Jessica conhecia o temperamento da velha, quando ela se irritava, as consequências eram imprevisíveis.

A avó bufou friamente, encarando a filha e a adotada problemáticas.

— Jessica, eu sei que você a considera como uma filha biológica, mas em muitas coisas, peço que você abra os olhos e não seja feita de tola. Isso é muito vergonhoso.

Hera estava tão apavorada que sequer ousava respirar, temendo que a velha revelasse tudo o que suspeitava. Se chegasse a esse ponto, Jessica também duvidaria dela e seria o seu fim.

Por sorte, a velha senhora ainda prezava pela decência e preferia manter os escândalos da família sob sigilo.

Assim, encarando Hera fixamente, a avó disse:

— Não estou sendo cruel com você, nem pretendo te expulsar. Só quero que você tenha clareza de que desperdiçar a sua juventude em algo que não terá futuro é uma grande estupidez.

Hera estremeceu inteira e ergueu os olhos marejados.

A velha senhora sustentou o olhar penetrante:

— Você entende o que eu quero dizer?

Os lábios de Hera moveram-se levemente, mas nenhuma palavra saiu.

Ela entendia.

Mas não conseguia aceitar.

Enquanto o silêncio se arrastava e a tensão aumentava, um Bentley preto de repente entrou pelos portões.

Surpreendentemente, era Norberto retornando naquele exato momento.

Ao ver a van bloqueando o caminho, ele desceu do carro imediatamente e se aproximou. Deparou-se com Hera ajoelhada, com o rosto banhado em lágrimas, tremendo inteira, como um cachorrinho abandonado.

Suas sobrancelhas franziram-se instantaneamente.

Hera continha as lágrimas de forma obstinada. Seus cabelos estavam bagunçados e seus olhos, vermelhos como os de um coelho.

Ela não disse nada, apenas entrou silenciosamente no banco de trás. Observando o estado de choque dela, Norberto apertou os lábios finos e instruiu o motorista:

— Leve-a de volta para casa. Mãe, vá com ela.

Jessica assentiu, antes de perguntar:

— O que o trouxe de volta?

— Vim pegar umas coisas. — respondeu Norberto.

Só então, Hera ergueu sutilmente a cabeça. Seus olhos úmidos fitavam Norberto, como se ele fosse a sua única salvação e esperança. Aquela dependência profunda e vulnerabilidade fizeram o coração dele se contrair.

Norberto fechou a porta do carro e fez um gesto com a mão. O motorista entendeu o recado e deu a partida.

Quando Norberto se virou, percebeu que a avó já havia subido as escadas, aparentemente sem nenhuma intenção de falar com ele.

Ele encolheu os dedos lentamente, subiu até o seu quarto no segundo andar, pegou as coisas que viera buscar e pediu ao mordomo para levá-lo à saída.

Norberto era radicalmente contra a atitude de sua avó de forçar Hera a arrumar pretendentes. Afinal, já não viviam mais em uma sociedade moderna onde as mulheres também possuíam o direito de escolher com quem queriam se casar.

A avó crescera em uma era arcaica e, no passado, com uma simples ordem, havia prometido Hera ao irmão mais velho de Norberto. Essa ação da avó sempre fora motivo de grande ressentimento para ele.

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