Arthur não foi longe. Ele esperou no estacionamento subterrâneo, a fúria pulsando em suas veias. Quando Clara saiu do elevador, ele a interceptou antes que pudesse chegar ao seu carro.
Ele a agarrou pelo braço e a pressionou contra a parede fria de concreto. — É divertido para você? — ele rosnou, o rosto próximo ao dela. — Me provocar na frente de todos? Admitir que está me traindo?
— Eu só disse o que você queria ouvir. — ela respondeu, tentando se soltar, mas o aperto dele era de ferro. — Você não vive me acusando de ter um caso com o Pedro? Eu apenas concordei.
— Não brinque comigo, Clara!
— Eu não estou brincando! — a voz dela se elevou, a raiva finalmente quebrando sua calma. — Você é quem está brincando! Você brinca de marido fiel enquanto desfila com sua amante por toda a cidade! Você tem a audácia de sentir ciúmes?
— Eu não te traí.
A frase foi dita em voz baixa, quase um murmúrio, mas atingiu Clara com a força de um trovão. Ela parou de lutar, encarando-o, atordoada.
— O quê?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seis Anos em Vão