— Os Almeida? — Arthur repetiu o nome, um sorriso frio e perigoso tocando seus lábios. — Eles acham que o nome deles significa alguma coisa para mim?
Ele se inclinou para a janela do carro do delegado, a autoridade em sua voz era absoluta. — Continue cavando, Silva. Eu quero o nome de quem deu a ordem. Não me importo se o sobrenome for Almeida ou o Presidente da República. Eu o quero.
— Sim, senhor.
O delegado subiu a janela e partiu, deixando um silêncio tenso para trás.
No dia seguinte, Clara foi convocada ao escritório do Dr. Almeida. Sobre a mesa, havia uma carta oficial.
— Sinto muito, Clara. — disse o diretor, o rosto cansado. — O conselho decidiu. Os... escândalos recentes envolvendo você se tornaram um problema de relações públicas. Eles decidiram pela sua suspensão por tempo indeterminado, até que sua situação pessoal se resolva.
Ela estava sendo demitida.
Clara não discutiu. Apenas assentiu. Ela voltou para seu escritório e começou a arrumar suas coisas em uma caixa.
A porta se abriu. Isabela entrou, um sorriso de triunfo mal disfarçado. — Ouvi dizer que você está tirando umas férias prolongadas. Que pena. Mas não se preocupe, eu cuidarei bem do seu projeto.
Clara a ignorou, pegando o último porta-retrato de sua mesa.
Com a caixa nos braços, ela caminhou para fora do hospital, talvez pela última vez. Na calçada, o carro preto de Arthur estava esperando.
Ele saiu do carro quando a viu.

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