Ele usava uma camisa de linho simples e calças cáqui, as mangas enroladas até os cotovelos. Não havia o terno de grife, nem o relógio caro. O cabelo dele estava um pouco mais comprido, despenteado pelo vento.
Havia cicatrizes finas e prateadas em sua têmpora, quase escondidas pelo cabelo, as únicas marcas visíveis do acidente que mudou tudo.
Mas a maior mudança estava em seus olhos. A arrogância fria, a impaciência, a possessividade... tudo se fora. Em seu lugar, havia uma quietude, uma hesitação e algo que se parecia muito com... humildade.
— Arthur. — ela disse, a voz neutra, mas não hostil.
— Olá, Nina. — ele respondeu, o nome dela soando um pouco estranho, mas respeitoso, em seus lábios.
O silêncio se estendeu entre eles, preenchido apenas pelo som das ondas.
— O que você está fazendo aqui?


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