A presença de dois homens altos e de rosto impassível, vestidos com ternos escuros, do lado de fora do quarto da UTI de Thiago foi a primeira indicação de que algo havia mudado.
Eles eram os seguranças pessoais de Arthur.
— Ordem do Sr. Montenegro. — um deles disse a Clara, a voz respeitosa. — Ninguém entra ou sai deste quarto sem sua autorização. Estamos aqui para garantir a segurança do seu irmão.
Clara ficou sem palavras. Era um gesto de proteção. E de controle.
Mais tarde, ela estava na escada de incêndio, tentando respirar um ar que não cheirasse a hospital, quando ele a encontrou.
— Eles vão ficar aqui 24 horas por dia. — ele disse, parando no degrau acima dela.
— Obrigada. — ela sussurrou, sem olhá-lo.
— Eu vou encontrar quem fez isso, Clara. Eu te prometo.
A promessa, vinda dele, parecia uma piada de mau gosto.
Ela se levantou para sair, para escapar da proximidade dele, mas ele foi mais rápido. Ele desceu o degrau e a encurralou contra a parede de concreto fria.
— Aonde você vai?
— Para longe de você.

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