Arthur encontrou Clara no corredor do hospital, enquanto ela saía do quarto de Isabela. Ele a agarrou pelo braço, a raiva em seu rosto.
— O que você estava fazendo? Eu não te avisei para ficar longe dela?
— Estávamos apenas tendo uma conversa civilizada. — ela disse, puxando o braço.
— Conversa? Isabela me ligou, chorando. Disse que você a ameaçou.
Clara o encarou, o cansaço evidente em seu rosto. — E você, como sempre, acreditou nela.
— Ela é a vítima aqui!
— Ela é tudo, menos a vítima. — Clara respondeu, a voz cheia de uma exaustão final.
Ele a olhou, a frustração crescendo. Ele não entendia por que continuava a defendê-la, mesmo quando as evidências apontavam contra ela. Mas a visão dela, tão frágil e ainda assim tão desafiadora, mexia com algo dentro dele.
— Escute, Clara... o que aconteceu no prédio foi...
— Não importa. — ela o cortou. — Nada disso importa mais.

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