Thiago se levantou com dificuldade, o gosto de sangue na boca. A dor do soco de Arthur não era nada comparada à dor da traição em seus olhos.
— Não! Não é mentira! Eu gravei! — ele gritou, a voz desesperada.
Ele se arrastou pelo chão em direção ao celular caído a alguns metros de distância. — Está tudo aqui! A confissão dela!
Ele o pegou, a tela milagrosamente intacta. Suas mãos tremiam tanto que ele mal conseguia segurá-lo. — Eu vou mostrar...
Antes que pudesse apertar o play, uma sombra caiu sobre ele.
Arthur arrancou o celular de sua mão.
Clara, que estava ao lado do irmão, sentiu seu coração parar. — Arthur, não. Por favor, apenas ouça.
Ele a ignorou. Seu rosto era uma máscara de desprezo. Ele olhou para o celular em sua mão, a prova que poderia inocentar Thiago e condenar Isabela. A prova que poderia forçá-lo a confrontar a verdade que ele passara anos evitando.
Ele se virou e caminhou até Isabela, que ainda soluçava em seus braços.
E então ele fez o impensável.
Ele estendeu o celular para ela. — É seu. — ele disse, a voz gélida. — Faça o que quiser com ele.

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