Eles a encontraram em um prédio abandonado na zona industrial da cidade, um esqueleto de concreto e vergalhões enferrujados.
A cena que os recebeu foi de um pesadelo.
Isabela estava amarrada a uma cadeira, o rosto pálido, um corte sangrando em sua testa.
Thiago estava na frente dela, segurando um celular, a câmera apontada para o rosto aterrorizado dela. — ...e diga que foi você quem planejou o ataque com spray de pimenta! DIGA!
— Thiago! — o grito de Clara ecoou pelo galpão vazio.
Ele se virou, os olhos selvagens e febris. Quando viu Arthur logo atrás de Clara, uma mistura de medo e desafio passou por seu rosto.
Arthur não viu um garoto tentando proteger a irmã. Ele viu um criminoso. Ele viu Isabela, a mulher a quem ele devia uma dívida de vida, amarrada e ferida.
A raiva, instantânea e avassaladora, tomou conta dele.
Antes que Clara pudesse detê-lo, ele avançou e deu um soco no rosto de Thiago.
O golpe jogou o rapaz no chão. O celular voou de sua mão, caindo a alguns metros de distância.

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