O boato que se seguiu foi o mais irônico e cruel de todos. A foto, cuidadosamente vazada, se espalhou pelo hospital com a legenda anônima: "A esposa troféu e o marido poderoso? Ou a amante secreta e sua vítima?".
Da noite para o dia, Clara deixou de ser a esposa desprezada e se tornou a amante calculista. Isabela se tornou a verdadeira "Sra. Montenegro", a vítima traída. A narrativa era perversa e genial.
Enquanto isso, Thiago estava consumido pela raiva. A imagem de sua irmã, ferida e humilhada, não saía de sua cabeça. Ele precisava fazer alguma coisa.
Ele começou a seguir Isabela.
Na tarde de terça-feira, ele a viu conversando no telefone no estacionamento do hospital. Ele se escondeu atrás de um carro, perto o suficiente para ouvir.
A voz de Isabela era baixa e venenosa. — Sim, Sra. Farias, o spray de pimenta foi um bom começo, mas não foi o suficiente. Ela ainda tem aquele rosto bonito.
Houve uma pausa.
— Ácido? — Isabela riu, um som feio. — É uma ideia tentadora. Quero que ela seja marcada para sempre. Ninguém a olharia duas vezes.
O sangue de Thiago gelou e ferveu ao mesmo tempo. Ácido. Elas estavam planejando desfigurar sua irmã.
Foi o estalo final. A racionalidade se foi, substituída por um instinto primitivo de proteger sua família.
Ele esperou Isabela desligar e caminhar em direção ao seu carro. Quando ela estava destrancando a porta, ele se moveu.

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