Ele a jogou no centro da cama com uma fúria que a deixou sem fôlego. Antes que pudesse se recuperar, ele estava sobre ela, o peso de seu corpo a prendendo, seus joelhos de cada lado de seus quadris. Ele segurou seus pulsos, prendendo-os acima de sua cabeça.
—Você se arrepende? — ele rosnou, o rosto a centímetros do dela, os olhos queimando. — Ótimo. Deixe-me te dar um motivo real e físico para se arrepender.
Ele a beijou, um beijo de punição. Era duro, exigente, sem um pingo de ternura. Era uma invasão, uma tentativa de subjugá-la, de marcá-la como sua.
Clara virou o rosto para o lado, o cabelo se espalhando pelo travesseiro. O nojo, uma bile amarga, subiu por sua garganta.
—Você me dá nojo. — ela cuspiu as palavras, a voz cheia de um desprezo que ela não sabia que possuía. — Vá tocar na sua santa. Na sua Isabela. Aposto que o corpo dela responde a você. O meu nunca mais responderá.
A menção de Isabela, em vez de acalmá-lo, pareceu quebrar algo dentro dele. A raiva em seus olhos vacilou, dando lugar a uma frustração confusa e sombria. Foi então que seu olhar caiu sobre a mão esquerda dela, a mão que ele segurava com tanta força.
O dedo anelar dela estava nu.
A aliança de casamento havia sumido. Ele se lembrou vagamente dela colocando-a sobre a mesa de centro, mas em sua arrogância, ele pensou que era um drama temporário. Ver a ausência do anel agora, sentir a pele nua onde o ouro deveria estar, era uma declaração de finalidade. Era um símbolo físico de que ela o havia deixado muito antes de sair pela porta.
Aquilo o enfureceu de uma forma que a traição de Isabela ou a pressão de sua família nunca conseguiram.
—Onde está? — ele exigiu, a voz um rosnado baixo.

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