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Seis Anos em Vão romance Capítulo 30

Clara estava quase na saída quando seu celular vibrou com uma mensagem. Era Arthur.

"Estacionamento. Agora."

Seu coração afundou. Ela se despediu de Pedro, prometendo ligar mais tarde, e caminhou para o inevitável.

Ela o encontrou encostado em seu carro, no canto mais escuro do estacionamento. As sombras acentuavam a dureza de seu rosto.

—O que você quer, Arthur?

—O que eu quero? — ele deu um passo à frente, a voz baixa e perigosa. — Eu quero saber o que você pensa que está fazendo. Eu te avisei para não criar problemas. Te avisei para ficar longe dele.

—De Pedro? Ele é meu amigo. Ele está me ajudando.

—Ajudando com o quê? A espalhar mais escândalos? A esposa de um Montenegro não pode ser vista em jantares íntimos com outros homens. A reputação da nossa família não tolera esse tipo de mancha.

A hipocrisia era tão espessa que ela podia sufocar. Ele estava falando de reputação enquanto jantava publicamente com sua amante e filho ilegítimo.

Uma risada fria e sem humor escapou dos lábios de Clara.

—Não se preocupe com a reputação da sua família. Logo eu não serei mais um problema.

Ela o encarou, os olhos vazios de qualquer emoção que um dia sentiu por ele.

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