Clara estava quase na saída quando seu celular vibrou com uma mensagem. Era Arthur.
"Estacionamento. Agora."
Seu coração afundou. Ela se despediu de Pedro, prometendo ligar mais tarde, e caminhou para o inevitável.
Ela o encontrou encostado em seu carro, no canto mais escuro do estacionamento. As sombras acentuavam a dureza de seu rosto.
—O que você quer, Arthur?
—O que eu quero? — ele deu um passo à frente, a voz baixa e perigosa. — Eu quero saber o que você pensa que está fazendo. Eu te avisei para não criar problemas. Te avisei para ficar longe dele.
—De Pedro? Ele é meu amigo. Ele está me ajudando.
—Ajudando com o quê? A espalhar mais escândalos? A esposa de um Montenegro não pode ser vista em jantares íntimos com outros homens. A reputação da nossa família não tolera esse tipo de mancha.
A hipocrisia era tão espessa que ela podia sufocar. Ele estava falando de reputação enquanto jantava publicamente com sua amante e filho ilegítimo.
Uma risada fria e sem humor escapou dos lábios de Clara.
—Não se preocupe com a reputação da sua família. Logo eu não serei mais um problema.
Ela o encarou, os olhos vazios de qualquer emoção que um dia sentiu por ele.

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