O café do restaurante era forte e amargo, assim como o humor de Clara. Ela mexeu a xícara, os olhos fixos na pequena unidade USB que Pedro Rocha havia colocado sobre a mesa.
—Não foi fácil. — disse ele, a voz baixa. — Os arquivos foram deletados e o hardware danificado. Mas meu técnico de TI é uma espécie de mágico. Ele conseguiu recuperar os últimos trinta segundos antes do sistema ser desligado.
Ele empurrou o pendrive em direção a ela.
—Aqui está. A verdade.
Clara sentiu uma onda de alívio tão intensa que quase a deixou tonta. Ela finalmente tinha sua arma.
—Pedro, eu não sei como te agradecer.
—Não precisa. Apenas se cuide.
Ela pegou o pendrive, o metal frio em sua mão. No momento em que o colocou em sua bolsa, a porta do restaurante se abriu.

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