Clara sabia que estava sendo incriminada. Ninguém acreditava nela. As palavras não adiantavam mais. Ela precisava de provas.
Naquela noite, ela voltou ao saguão do hospital, agora vazio e silencioso. Ela foi até o topo da escadaria onde Isabela havia caído. E lá, no teto, estava o que ela procurava. Uma pequena cúpula preta de uma câmera de segurança.
Ela se aproximou. A lente estava virada para a parede. E um fino fio na parte de trás parecia ter sido... desconectado.
Alguém tinha sabotado a câmera.
Seu primeiro instinto foi ir à segurança do hospital, mas ela sabia que seria inútil. A influência de Arthur estava em toda parte.
Ela pensou em Pedro. Ele era a única pessoa que poderia ajudá-la. Engolindo o orgulho, ela pegou o celular e fez a ligação.
Os dias seguintes foram um inferno silencioso. Arthur não voltou para casa. O apartamento parecia uma tumba. A suspensão no hospital se tornou oficial, e seu nome foi manchado para sempre.
Na quinta-feira, seus pais ligaram. Não era sua mãe, com sua voz chorosa. Era seu pai, e ele estava gritando.
—VOCÊ! O que você fez?! O Arthur acabou de retirar os advogados do seu irmão! Thiago vai ser processado! Ele vai para a cadeia por sua causa!

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