O corredor do restaurante parecia se esticar e distorcer. A cabeça de Clara girava violentamente. A bebida... tinha algo nela. Sua visão estava embaçada, suas pernas pesadas como chumbo.
Ela ouviu os gritos furiosos atrás dela. Passos. Eles estavam vindo.
Ela tentou correr, mas seu corpo não obedecia. Ela tropeçou e caiu de joelhos no carpete grosso, a cabeça batendo contra a parede.
Uma mão áspera agarrou seu cabelo, puxando sua cabeça para trás com força.
—Sua vadia! Você vai pagar por isso! — rosnou o homem que ela havia atingido, o rosto dele agora coberto de sangue.
Ele a jogou no chão e se jogou sobre ela, o peso de seu corpo a esmagando. O pânico a sufocou. Ela lutou, mas estava fraca, desorientada.
Quando a mão dele rasgou a gola de sua blusa, uma voz fria e cortante ecoou pelo corredor.
—Tire as mãos dela.
O agressor congelou e olhou para cima.
Pedro Rocha estava parado no final do corredor. Ele não estava sozinho. Dois homens altos e de ombros largos, claramente seguranças, estavam logo atrás dele.
—E quem diabos é você? — zombou o homem.

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