Com Clara oficialmente afastada, Isabela não perdeu tempo em exercer seu novo poder. Na tarde seguinte, ela a chamou em seu novo escritório – o antigo escritório de Clara.
—Tenho uma tarefa importante para você. — disse Isabela, com um ar de magnanimidade. — Como você não está operando, pode cuidar de algumas negociações.
Ela empurrou uma pasta sobre a mesa. "Proposta: Centro de Medicina do Sono - Parceria Governamental".
—O hospital quer fechar essa parceria. Um representante do governo estará esperando por você para um jantar hoje à noite para discutir os detalhes. Aqui está o endereço. Seja... convincente.
A ordem era clara. Apesar de humilhada, Clara ainda era uma ferramenta a ser usada.
Naquela noite, ela chegou ao endereço indicado. Era um restaurante sofisticado, mas a reserva era para um salão privado nos fundos. Uma anfitriã a levou até uma porta de madeira escura.
Quando a porta se abriu, um cheiro forte de álcool e fumaça de charuto a atingiu.
Não havia nenhum representante do governo.
Dentro da sala, quatro homens de meia-idade, com rostos avermelhados pela bebida, a olharam de cima a baixo com sorrisos lascivos.
—Ora, ora, veja só o que temos aqui! — disse o homem mais velho, que estava na cabeceira da mesa. — A Dra. Ferraz não mentiu. Você é ainda mais bonita pessoalmente.
O coração de Clara gelou. Era uma armadilha.
—Houve um engano. Eu vim para uma reunião...

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