A confissão da estagiária explodiu na sala de cirurgia, mas Clara permaneceu fria como gelo. A raiva viria depois. Agora, era hora do xeque-mate.
Ela se virou para seu assistente de confiança. — Dr. Lima, continue a ressecção. Eu preciso resolver um problema.
Então, ela se virou para a equipe. — A partir de agora, esta cirurgia está dando errado. Muito errado. Entendido?
A equipe, leal a ela, assentiu em uníssono.
Clara caminhou até o intercomunicador que se conectava à sala de observação. Ela o ligou, garantindo que o áudio da sala de cirurgia fosse transmitido.
Momentos depois, a performance começou. — Pressão caindo! Ela está tendo uma reação! — gritou o Dr. Lima. — Não consigo parar o sangramento! Perdi a artéria! — Desfibrilador, agora! Afastem-se!
Na sala de observação, o Sr. Costa ficou branco como um fantasma. Arthur deu um passo à frente, o rosto tenso, as mãos cerradas em punhos.

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