No exato momento em que as palavras triunfantes de Isabela pairavam no ar da sala de observação, a porta da sala de cirurgia se abriu.
Clara Mendes saiu. Ela não parecia uma médica derrotada. Parecia uma rainha vitoriosa.
Ela tirou a máscara cirúrgica lentamente. Seu rosto estava calmo, a testa brilhando com um suor de esforço, mas os olhos estavam cheios de um fogo gelado.
Ela olhou para o Sr. Costa. — A cirurgia foi um sucesso completo, Sr. Costa. — sua voz era clara e ressoou pela sala silenciosa. — Removemos cem por cento do tumor. Sua esposa terá uma recuperação completa.
O queixo do Sr. Costa caiu. Ele olhou da calma de Clara para a confusão no rosto de Isabela.
Arthur a encarava, uma compreensão lenta e horrível começando a se formar em sua mente.
Então, a porta da sala de cirurgia se abriu novamente. O Dr. Lima, o assistente de Clara, saiu, seguido pela estagiária chorosa, que segurava o frasco de anestésico adulterado como se fosse uma bomba.
— E nós também descobrimos a causa da breve instabilidade da paciente. — disse o Dr. Lima, a voz cheia de uma fúria contida.

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