— O que ele está fazendo aqui? — a voz de Arthur era um rosnado baixo, dirigido a Clara, mas ignorando completamente a presença de Pedro.
Pedro se levantou, a expressão calma, mas firme. — Boa tarde, Arthur. Eu vim prestar minhas condolências.
Arthur o ignorou. Ele caminhou até Clara, que permaneceu sentada, o rosto impassível. — Eu sou o marido dela. Eu sou o único que deveria estar aqui, a consolando.
Ele agarrou a mão de Clara, tentando puxá-la para cima, para o lado dele. Um ato de posse na frente do rival.
Clara puxou a mão de volta com força. — Não me toque. — ela disse, a voz gélida.
Ela se levantou, encarando-o, sem medo. — Você não é meu consolador, Arthur. Você é a causa da minha dor.
— E sobre ser seu "marido"... — um sorriso amargo tocou seus lábios. — Um casamento que pode ser feito, também pode ser desfeito. Os papéis estão na sua mesa, caso não tenha notado.

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