O envelope de um dos escritórios de advocacia mais caros da cidade chegou à mesa de Arthur no meio da tarde. Ana, sua assistente, o entregou com uma expressão neutra.
Arthur o reconheceu imediatamente. O coração dele deu um salto desconfortável.
Ele o pegou, o peso do papel em suas mãos parecendo desproporcional ao seu tamanho. Era isso. O fim.
Ele estava prestes a rasgar o selo quando seu intercomunicador tocou. — Senhor, o chefe de segurança do Hospital da Colina na linha um. É urgente.
Ele deixou o envelope de lado, a testa franzida. — Passe.
Enquanto isso, na casa modesta da família Mendes, Clara estava sentada com sua mãe, revendo algumas contas antigas de seu pai. A campainha tocou.
Era Pedro Rocha. Ele trazia flores e uma expressão de sincera condolência. — Eu sinto muito pela sua perda, Clara, Sra. Mendes.

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