Arthur Montenegro partiu, deixando um rastro de caos emocional para trás. Pedro Rocha olhou para Clara, a expressão em seu rosto uma mistura complexa de arrependimento e determinação.
— Clara, eu preciso te contar uma coisa. — ele disse, a voz baixa.
Ela o encarou, o coração ainda martelando pela confrontação.
— A pista que eu te dei. Sobre o ataque ao Thiago. — ele fez uma pausa, reunindo coragem. — A nota com o nome da H-Corp... fui eu quem plantei para você encontrar.
O mundo de Clara inclinou-se em seu eixo. A base de seu ódio mais recente, a "prova" da crueldade de Arthur, era uma mentira. — O quê? Por quê?
— Porque eu precisava que você o odiasse. — ele disse, os olhos intensos. — Eu precisava que você se desconectasse dele completamente, que visse que ele era o inimigo. Era a única maneira de te libertar de verdade.
A lógica dele era distorcida, manipuladora, mas a confissão era um ato de confiança que a deixou atordoada.
— Então quem...

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