Os dias seguintes foram um exercício de frustração para Arthur. Clara recebeu alta, mas o apartamento se tornou um campo de batalha frio.
Ele tentou cuidar dela à sua maneira. Contratou um chef particular para cozinhar refeições nutritivas. Ela não comia.
Ele comprou para ela vestidos novos e confortáveis. Ela não os usava.
Ele cancelou todas as suas reuniões para ficar em casa, para "vigiá-la". Ela o ignorava, passando horas no quarto de hóspedes, a porta trancada.
Suas tentativas de cuidado eram, na verdade, tentativas de controle. E Clara não era mais controlável. A morte de seu pai a havia libertado de sua última amarra de obrigação para com ele.
Na manhã de terça-feira, uma semana após o funeral, ela se sentiu forte o suficiente.
Enquanto Arthur estava no escritório, fazendo uma ligação de negócios, ela foi para a varanda. O ar fresco da manhã parecia limpar sua mente.

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