A maldição de Clara pairou no ar, final e absoluta.
Seu corpo, sustentado apenas pela adrenalina e pela raiva, finalmente cedeu. O mundo ao seu redor escureceu, e ela desabou no chão, inconsciente.
— Clara!
O pânico, puro e primitivo, tomou conta de Arthur. Ele a pegou nos braços, o corpo dela assustadoramente leve, e correu para fora do apartamento.
No hospital, ele era uma tempestade de ordens e ameaças, garantindo que ela recebesse o melhor quarto, os melhores médicos.
Ele não saiu do lado dela.
Sentado na poltrona ao lado da cama dela durante a longa noite, ele a observou dormir. O rosto pálido, os círculos escuros sob os olhos, a trilha seca das lágrimas em suas bochechas.
A culpa o consumia. Cada bipe do monitor cardíaco era uma acusação. Cada respiração superficial que ela dava era um lembrete de seu fracasso.
Ela acordou com a primeira luz da manhã. Seus olhos se abriram e encontraram os dele.
Por um momento, houve apenas silêncio.

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