A Sra. Farias, em pânico e humilhada, fez a única coisa que sabia fazer: ligou para a fonte de seus problemas.
— Isabela! Você não vai acreditar no que aconteceu!
A voz dela era um sussurro frenético ao telefone. — A Clara! Ela estava no shopping com uma velha louca, e então um homem apareceu!
— Que homem? — a voz de Isabela era impaciente.
— Eu não sei! Mas ele era... poderoso! Ele tinha um cartão preto! Ele comprou o andar inteiro da loja! Ele me expulsou e me ameaçou! Isabela, ele a estava protegendo!
Isabela sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Um homem. Poderoso. Protegendo Clara.
Primeiro, Pedro Rocha, o herdeiro de uma fortuna. Agora, um estranho misterioso com poder de compra ilimitado.
A base de toda a sua estratégia era o isolamento de Clara. A premissa de que Clara era fraca, sozinha e dependente da boa vontade de Arthur. Essa premissa estava desmoronando.
Clara não estava mais sozinha. Ela estava construindo alianças. E alianças poderosas.

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