— Repita o que você disse.
A voz que cortou o veneno da Sra. Farias era calma, mas carregada com uma autoridade gelada que fez todos se virarem.
Guilherme Queiroz estava parado atrás delas. Ele não parecia com raiva. Parecia algo muito pior. Parecia entediado. Como um leão entediado olhando para um rato barulhento.
— E-eu... — a Sra. Farias gaguejou, subitamente intimidada pela presença dele.
Guilherme a ignorou. Ele se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas de sua mãe. — Mamãe, esta senhora está te incomodando?
A Sra. Queiroz, assustada com a gritaria, começou a chorar. — Nina, eu quero ir para casa...
O olhar de Guilherme se moveu da mãe para a Sra. Farias. E o tédio em seus olhos foi substituído por um gelo que prometia consequências.
Ele se levantou e fez um gesto para o gerente da loja, que se aproximou correndo, o rosto pálido.
— Senhor Queiroz! Em que posso ajudar?

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