Clara olhou para o homem atrás da mesa. Ele esperava que ela chorasse, que implorasse, que gritasse. Ele queria vê-la quebrada.
Ela não lhe daria essa satisfação.
Em vez disso, ela fez algo que o chocou até o âmago.
Um sorriso lento e enigmático se espalhou por seus lábios. Ela caminhou em volta da mesa dele, o movimento fluido e deliberado.
E então, ela se sentou no colo dele.
Arthur ficou tão chocado que seu corpo enrijeceu. Ela passou os braços em volta do pescoço dele, o corpo dela macio e quente contra o dele.
— É isso que você quer, Arthur? — ela sussurrou, o hálito quente em sua orelha. — Submissão?
Ela deliberadamente roçou seu corpo contra o dele. O corpo dele, contra a vontade de sua mente, reagiu instantaneamente.
— Eu posso ser uma boa menina. — ela continuou, a voz sedutora. — Posso fazer o que você quiser. Basta dizer a palavra.
A súbita capitulação dela, a ousadia de seu gesto, o desarmou completamente. O roteiro de poder dele foi virado de cabeça para baixo. Ele queria dominá-la, mas de repente se sentiu... dominado.
A excitação dele se transformou em frustração. Ele a agarrou pelo queixo e a beijou com força, tentando reafirmar seu controle.
Foi quando ela o mordeu.

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