No dia seguinte, Clara iniciou sua "performance".
Ela apareceu no Grupo Montenegro às oito da manhã, carregando uma sacola de papel de uma padaria artesanal. Ela passou pela recepção, ignorando os olhares curiosos, e subiu para o andar da presidência.
Ela entrou no escritório de Arthur sem bater. Ele estava em uma teleconferência, mas parou de falar quando a viu.
— Trouxe café da manhã. — ela disse, a voz neutra, colocando um café e um croissant quente em sua mesa.
Ela se virou para sair, mas a voz dele a parou. — Fique.
Então ela ficou, sentada no sofá, lendo uma revista financeira, desempenhando o papel da esposa atenciosa.
Era uma cena de domesticidade bizarra e desconfortável.
A porta do escritório se abriu, e Isabela Ferraz entrou, segurando a mão de Enzo. Ela congelou ao ver Clara ali, sentada com tanta naturalidade.
— Clara? O que você está fazendo aqui?
— Estou com meu marido. — respondeu Clara, simplesmente, sem tirar os olhos da revista.
Isabela forçou um sorriso e se virou para Arthur. — Querido, eu trouxe o Enzo para te dar um beijo de bom dia!

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