O andar da presidência era um mundo de silêncio, carpetes caros e vistas panorâmicas da cidade. Era o centro do poder de Arthur.
Clara marchou em direção ao seu escritório, mas foi interceptada no meio do caminho.
— O que você pensa que está fazendo aqui?
Uma mulher de terninho, com um ar de superioridade, bloqueou seu caminho. Era a Gerente Silva, uma conhecida bajuladora de Isabela.
— Eu tenho uma reunião com o Sr. Montenegro. — mentiu Clara.
A gerente riu. — Ah, claro que tem. Deixe-me adivinhar, veio implorar por mais dinheiro? Ouvi dizer que seu amante, o herdeiro dos Rocha, cortou sua mesada.
A ofensa foi pública, na frente de vários assistentes e executivos que passavam.
Clara parou. Ela olhou para a mulher, o rosto impassível. — Com licença.
— A ralé como você não tem permissão para estar neste andar. — a gerente continuou, saboreando a humilhação. — Volte para o buraco de onde você saiu.
Clara respirou fundo. A mulher que aguentava tudo em silêncio já não existia mais.
PLAFT!
A primeira bofetada foi rápida e precisa. Atingiu a bochecha esquerda da gerente.
PLAFT!
A segunda, com as costas da mão, atingiu a direita.

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