A palavra "nojo" atingiu Arthur com mais força do que o tapa que ela lhe dera dias antes.
Ele congelou, a fúria em seus olhos dando lugar a um choque atordoado. Ele a olhava como se nunca a tivesse visto antes.
Ele a soltou abruptamente, como se ela queimasse. Recuou um passo, o rosto uma máscara de emoções conflitantes.
Sem dizer mais uma palavra, ele se virou e saiu do apartamento, batendo a porta com uma força que fez os quadros na parede tremerem.
Clara escorregou pelo balcão até o chão, o corpo tremendo, finalmente se permitindo chorar.
Na manhã seguinte, a guerra de Arthur assumiu uma nova forma, mais cruel e mais covarde.
O telefone de Clara tocou. Era sua mãe, e ela estava histérica. — O que você fez, Clara?! O que você fez para o Arthur?!
— Mãe, se acalme. Do que você está falando?
— Seu marido! — ela soluçou. — Ele ligou para o Hospital da Colina! Ele proibiu qualquer pessoa da nossa família de visitar o Thiago!

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