A confissão chorosa de Isabela encheu o ar, mas pela primeira vez, não despertou a simpatia de Arthur. Apenas um cansaço profundo.
Ele se desvencilhou do abraço dela. — A promessa que eu fiz a você, de que cuidaria de você e de Enzo, ainda está de pé. — ele disse, a voz desprovida de emoção. — Vou garantir que vocês tenham tudo o que precisam.
Isabela sentiu um calafrio. As palavras eram de compromisso, mas o tom era de uma transação comercial sendo encerrada.
— Arthur...
— Mas eu não quero mais te ver. Fique longe de mim. E fique longe da Clara. — ele disse, e sem olhar para trás, saiu do apartamento, deixando-a com o gosto amargo da vitória que se transformara em derrota.
Enquanto isso, Clara encontrou Pedro Rocha no mesmo café discreto de antes. A urgência em sua voz era palpável. — Pedro, eu sei quem está por trás do ataque ao meu irmão. Indiretamente.
— Me diga. — ele disse, a atenção totalmente focada nela.
— Começou com uma armadilha armada pela esposa do Dr. Farias. E eu sei que ela e Isabela são próximas. — Clara explicou. — Mas o ataque na prisão foi profissional. Preciso saber quem executou.
Pedro pegou o celular e fez uma ligação rápida. Após uma breve conversa em um tom baixo e autoritário, ele desligou.

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