A lógica de Arthur era uma faca que girava na ferida mais profunda de Clara.
Ele não estava se desculpando. Ele estava a culpando por não absorver o abuso em silêncio.
Ela o olhou, e algo dentro dela, a última centelha de esperança, a última gota de amor agonizante, finalmente se extinguiu. Um silêncio mortal se instalou entre eles.
Um sorriso, desprovido de qualquer humor, tocou seus lábios. — Entendo. — ela disse, a voz assustadoramente calma.
— Então a solução é simples, não é?
Ele a encarou, confuso com a mudança em seu tom.
— Se o meu lugar como sua esposa é um fardo para a Isabela, e um sofrimento para mim...
Ela o olhou nos olhos, e a finalidade em sua voz o fez sentir um pânico que ele nunca havia experimentado. — ...então eu devolvo o lugar a ela. Problema resolvido.

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