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Seis Anos em Vão romance Capítulo 103

Clara mal havia fechado os olhos quando sentiu braços fortes a envolvendo. Com um grunhido de esforço, Arthur a levantou do chão.

— O que você...? Me ponha no chão!

— Pare de ser ridícula. — ele disse, a voz um sussurro áspero. Ele a carregou até a cama e a depositou sobre os lençóis de seda.

— Eu não quero dormir com você!

— E eu não quero que as criadas entrem aqui amanhã para arrumar o quarto e encontrem minha esposa dormindo no chão como um cachorro. — ele retrucou. — Você não tem ideia do tipo de fofoca que isso geraria? Vovó ouviria sobre isso em cinco minutos.

Ele se deitou ao lado dela, por cima do edredom, mantendo uma distância, mas a presença dele na mesma cama era avassaladora.

No dia seguinte, a paz tensa foi quebrada.

Júlia Montenegro, ainda furiosa com a humilhação do tapa, decidiu lançar uma bomba. Ela apareceu na mansão para o almoço de domingo. E não veio sozinha.

Isabela Ferraz estava com ela.

Quando Clara desceu as escadas, viu Isabela no hall de entrada, conversando com Lívia como se pertencesse àquele lugar. A visão de sua rival no coração da casa de sua família foi um choque.

Isabela a viu, e por um segundo, seu sorriso vacilou. Ver Clara ali, vestida com roupas casuais, claramente tendo passado a noite, a atingiu com uma força que ela não esperava. Ela, Isabela, a amante, estava visitando. Clara, a esposa, estava em casa.

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