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"Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido romance Capítulo 6

Lorena Azevedo

Ele me segurava pelos quadris e me puxava contra ele, num vai e vem que parecia que ia me abrir em dois.

- Porra... você é apertada demais...

- E você é... muito grande...

- Quer que eu pare?

- Nem fodendo!

As estocadas dele ficaram mais intensas.

O som do nosso corpo batendo, do suor escorrendo, do pecado acontecendo ali... era música.

Tropeçamos pelo quarto.

Fizemos no espelho.

Na parede.

De quatro.

Montada nele.

Gritando.

Gemendo.

Vivendo.

E quando eu gozei de novo, agarrada ao pescoço dele, sentindo ele explodir dentro de mim com um grunhido rouco no ouvido...

Eu soube:

Nunca mais eu seria a mesma.

E talvez...

nem ele.

(***)

O quarto estava escuro.

As luzes da cidade piscavam pelas frestas da cortina.

E eu...

Eu estava ali.

Deitada sobre ele.

O peito suado colado no meu.

As respirações ainda descompassadas.

Os corpos grudando, como se o ar tivesse virado sexo.

Rafael passou a mão devagar pela minha coxa, ainda arfando.

Eu estava com a cabeça encostada no ombro dele, os dedos brincando preguiçosamente no peito marcado.

Ele virou o rosto devagar.

A barba raspou minha bochecha.

E a voz dele saiu grave, baixa, e deliciosamente mandona.

- Qual o seu nome?

Sorri.

Sem responder.

Apenas mordi o lábio e dei de ombros, preguiçosa, safada.

- Então você vai mesmo manter o mistério?

- Vou. Fica mais divertido assim.

Ele soltou uma risada nasalada, rouca, sensual demais pra ser real.

- Engraçado... você sabe o meu.

Me virei, apoiando o queixo no peito dele, encarando aqueles olhos negros.

- Você não me disse.

- Hã?

- Quem disse foi a moça da recepção - sussurrei, maliciosa. - "Boa noite, senhor Rafael Ventura. Quarto 807."

Você só me pegou pela mão e entrou calado. Então... mérito não é seu.

Ele ergueu a sobrancelha.

Depois soltou um palavrão baixinho.

- Ah, boneca... você tem uma língua tão afiada quanto sua boca é quente.

- E quer saber o melhor?

- Hm?

- Eu ainda nem comecei a usar ela como deveria.

Antes que ele pudesse responder, me virei de lado.

Beijei o pescoço dele.

Depois desci pelos ombros.

Pelo peito.

Devagar.

Lambendo.

Capítulo 6: Sem vergonha 1

Capítulo 6: Sem vergonha 2

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