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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 179

Capítulo 179

Narrativa da autora:

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O portão da penitenciária se fechou atrás dele com um estalo seco.

Walter inspirou o ar de liberdade como quem aspira veneno — e gostava do gosto.

O céu cinza de fim de tarde refletia nos olhos dele, turvos de raiva e de promessas antigas.

"Eu vou te matar Riley!"

Na mente sombria dele, ela era a principal responsável de tudo o que aconteceu em sua vida.

Foram dias inteiros de sombras, de passos silenciosos pelas ruas estreitas, de cafés tomados em silêncio enquanto observava, à distância, a mulher que o ligava ao passado: Riley e a mãe de Riley Black.

Essa vivia bem demais pro gosto dele.

Casa elegante, carro novo, visitas regulares à mansão dos Black.

E hoje, finalmente, ela saiu sozinha.

Walter ajeitou o boné, as mãos no bolso, e seguiu.

A mulher caminhava firme, olhando para os lados — parecia desconfiar de algo.

Na esquina, ela olhou pra trás.

Os olhos dela encontraram os dele.

— Merda... — murmurou Walter, acelerando.

Ela correu.

Ele também.

Os saltos batiam no asfalto, ecoando no ar como tiros.

A distância diminuía.

Mas antes que ele pudesse alcançá-la, o portão da mansão Black abriu.

Dois seguranças apareceram de imediato, armados.

Ela entrou, ofegante.

— Me deixem entrar! Me ajudem! Estão me seguindo!

Walter recuou, o instinto de sobrevivência ainda maior que o ódio.

Escondeu-se atrás de um dos muros altos, o corpo colado ao concreto, o coração martelando no peito.

— Maldita... — sussurrou. — Pensei que tinha escapado de vocês.

Ficou ali, tentando pensar no que fazer, mas não percebeu o carro preto que se aproximava pela lateral.

O motor desligou.

Derrick estava chegando é claro que percebeu a falha

E então, o som metálico de uma arma sendo engatilhada.

A voz veio atrás dele — fria, conhecida, impiedosa:

— Eu devia imaginar que o lixo voltaria pro mesmo lugar de onde fugiu.

Walter virou lentamente.

O cano da pistola encostou em sua nuca.

Derrick não dormia em serviço.

O olhar do Consigliere era o de um homem que não errava mais tiros.

— Derrick... — gaguejou Walter, erguendo as mãos. — Eu... eu só tava olhando.

— Olhando? — Derrick o empurrou contra o muro. — Você devia ter ficado na cadeia. Mas já que saiu, vamos deixar isso mais divertido.

Walter tentou se soltar, mas Derrick era mais forte.

O punho do Consigliere bateu no estômago dele, arrancando o ar e qualquer resistência.

Walter foi jogado contra a parede, o som seco do impacto ressoando entre as colunas de concreto.

Luca desceu devagar, sem pressa.

Ficou diante dele.

— Você devia ter desaparecido. — disse. — Mas o erro foi meu por ter deixado você respirar.

Um sinal com a cabeça, e os soldados começaram a dar socos e pontapés.

O som do corpo que foi batendo contra o chão.

Walter tentou gritar, mas só sangue saiu.

Luca observava em silêncio, os olhos sem expressão.

Ele não precisava participar — o castigo já estava sendo entregue e não queria se sujar com o sangue de alguém insignificante.

Ele caminhou até o homem quase inconsciente no chão.

— Sabe o que é irônico, Walter? — perguntou, com a voz baixa. — Você tentou destruir uma família... e acabou servindo pra fortalecê-la.

Walter ergueu o rosto ensanguentado, os olhos marejados.

— Vai pro inferno...

Luca soltou um meio sorriso.

— Já estive lá. Tenha uma péssima estadia.

O som do tiro ecoou seco, definitivo.

O corpo tombou, o sangue se espalhou no concreto, formando uma mancha escura que ninguém se deu ao trabalho de limpar imediatamente.

Luca olhou para Derrick.

— Jogue o resto fora. — disse, virando-se para subir as escadas.

Derrick apenas assentiu.

— Com prazer, chefe.

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