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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 174

Capítulo 174

Riley Black

O sol daquela manhã parecia diferente — mais leve, mais dourado, como se o mundo inteiro tivesse esperado aquele dia junto comigo.

Depois de três dias no hospital, era hora de levar Theodore pra casa.

O quarto estava calmo, cheirando a lavanda e leite morno. Eu ajeitava o pequeno sobre o trocador, vestindo com todo o cuidado as roupinhas que eu e Luca tínhamos escolhido meses antes, ainda na fase em que tudo era sonho e expectativa.

A calça azul clara, o macacão branco de malha fina, e a toquinha… ah, a toquinha era um caso à parte — de lã, com orelhinhas pequenas e um pompom no topo. Eu não sabia se ria ou chorava. Ele parecia um anjinho saído de um sonho.

— Amor, me passa a manta? — pedi, sem tirar os olhos do nosso filho.

Luca veio até mim com o pano dobrado e uma expressão que misturava respeito e terror, como se fosse uma arma prestes a disparar.

— Assim? — perguntou, tentando entender por onde começava o processo de enrolar o bebê.

— Assim não. — ri, pegando de volta. — Olha, é simples… dobra aqui, gira o lado... isso, agora o outro...

Mas ele já estava determinado a aprender.

Tomou a manta das minhas mãos, ajeitou Theodore como se fosse um tesouro e, com uma concentração digna de missão militar, começou a enrolar o pequeno.

O resultado foi uma mistura de orgulho e desastre: a manta ficou torta, um pezinho escapou pra fora, e o bebê fez um som de reclamação que soou como protesto.

— Pronto! — Luca anunciou, o peito estufado, o queixo erguido como quem acabara de vencer uma guerra. — Perfeito.

Eu gargalhei, encostando no batente da janela.

— Perfeito… se o objetivo era criar um mini-burrito.

Ele olhou para o bebê com ternura, ignorando minha provocação.

— Meu burrito mais lindo. — murmurou, ajeitando o pequeno nos braços.

Foi quando alguém bateu na porta. Luca abriu.

Derrick apareceu, impecável no terno escuro, um sorriso orgulhoso e cansado no rosto.

— Então é verdade — disse, entrando devagar, os olhos brilhando. — O novo herdeiro chegou.

— Theodore Black. — Luca anunciou como se fosse uma apresentação oficial.

Derrick se aproximou, abaixou o tom, e olhou o bebê com um sorriso sincero.

Fez um gesto tímido, meio disfarçado, estendendo os braços — um pedido silencioso pra segurar.

Mas Luca, claro, fingiu que não viu.

Só apertou mais o bebê contra o peito, como se o pequeno fosse feito de cristal e o mundo inteiro ainda fosse perigoso demais.

— Está bem. — Derrick riu, balançando a cabeça. — Eu entendo. Pai de primeira viagem.

— Nem é isso. — Luca retrucou. — Só não confio em ninguém com ele ainda.

— Claro. — Derrick ergueu as mãos, rendido. — Nem acredito que o meu também está quase chegando. Estou louco pra ver.

Sorri, sentindo o coração aquecer.

— Rúbia está de quase sete meses, né?

— Sim, quase isso. — ele respondeu, com um brilho diferente no olhar. — Andrew está crescendo rápido na barriga. E a Mia... — sorriu — a Mia está encantada com o irmãozinho. Beija a barriga da mãe todos os dias.

— Que lindo. — falei, sentindo o peito apertar de ternura. — Fico tão feliz por vocês.

Derrick assentiu, e por um instante, aquele homem que já enfrentou tanta coisa pareceu apenas um pai — um pai ansioso, sonhando com o que viria.

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— Eu e o Derrick — respondeu ela, sorrindo. — Achamos que vocês precisavam chegar em casa com alegria.

Luca olhou em volta, visivelmente surpreso.

— Vocês... prepararam tudo isso?

— Claro. — Derrick riu. — A família cresce, Don. E é assim que se recebe um novo membro.

Rúbia então olhou pro bebê nos braços de Luca e suspirou.

— Ele é perfeito.

— É o rosto da Riley. — Derrick completou.

— Discordo. — Luca cortou, sério. — É a mistura certa.

— Mistura certa, mas pai possessivo. — Derrick provocou.

Luca fingiu que não ouviu e continuou acariciando o rostinho de Theodore com o polegar, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido.

O clima estava leve, quente, e por um momento, a casa que tantas vezes abrigou planos, reuniões e silêncios pesados, agora se enchia de risadas, cheiro de bolo e vida nova.

Olhei ao redor e senti o peito apertar de gratidão.

Por Luca.

Pelo meu filho.

Por estarmos, finalmente, em paz.

E quando Theodore se mexeu, abrindo os olhinhos pela primeira vez desde que saímos do hospital, eu tive certeza: a nossa nova história tinha acabado de começar — dentro de casa, rodeada de amor, de amigos e daquilo que, por tanto tempo, parecia impossível pra nós.

Família.

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