Ao ouvir isso, a expressão de Guilherme se suavizou um pouco.
— E a Milena? Por que ela ainda não se mexeu?
— Pode ficar tranquilo. Eu tenho um jeito de fazer com que ela venha até mim. — Garantiu Daphne, com firmeza.
Guilherme a encarou por um momento e soltou um suspiro leve.
— Daphne, você não pode me culpar por ter sido duro com você. No fim das contas, tudo que temos será seu. Quanto mais forte for a nossa família, mais peso você terá ao se casar com Lucian, né?
Daphne, é claro, percebeu que o pai tinha dado uma bronca para depois tentar convencê-la com palavras doces. Era o típico jogo de Guilherme.
Mas ela sabia que, para seu casamento com Lucian ser um evento grandioso, a base financeira da família era indispensável. Ela precisava garantir que sua casa continuasse cada vez mais próspera.
— Entendi.
— Peça para sua mãe cuidar desses machucados. E à tarde, vá trabalhar como de costume. Não deixe que pensem que você está se escondendo por vergonha. — Ordenou Guilherme, com a voz firme.
— Certo.
Daphne assentiu, sem ousar contrariá-lo.
Depois que Guilherme saiu, Nina trouxe uma base de alta cobertura e a ajudou a esconder a marca da bofetada no rosto. Em seguida, fez uma maquiagem impecável, destacando os traços refinados da filha.
Nina suspirou baixinho e, com um tom de preocupação, disse:
— Filha, depois do prejuízo que tivemos, você precisa segurar o Lucian com força. Não dê espaço para ninguém se aproveitar da situação.
— Já entendi! Para de repetir isso! — Respondeu Daphne, com o rosto fechado. Para ela, tudo aquilo era culpa de Florence. Se não fosse por Florence, nada disso teria acontecido.
Depois de terminar a maquiagem, Daphne pegou o celular e abriu um número sem identificação.
[Marque um encontro com a Milena pra mim.]
[Sem problemas, querida.]
…
À tarde, Daphne apareceu no escritório com a mesma postura confiante de sempre. Ela ainda fez questão de convidar os colegas para um café.

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