Sete horas da noite.
Serena Alves terminou de revisar o último documento, massageando as têmporas cansadas.
Ela pegou o celular e discou o número de Murilo Vieira.
Ela pensava que, com os documentos da caixa de metal já entregues a Endrick Castro, a polícia cuidaria do resto.
Tanto ela quanto Murilo Vieira poderiam finalmente descansar por alguns dias.
No entanto, ninguém atendeu ao telefone de Murilo Vieira.
Serena Alves franziu a testa.
Um sentimento de inquietação começou a crescer dentro dela.
Ela apressou o passo em direção ao estacionamento, entrou no carro e dirigiu para o Hospital Militar.
Ao chegar ao hospital e abrir a porta do quarto, encontrou tudo em silêncio.
Viu que a outra cama estava claramente ocupada, mas não havia ninguém ali.
Um brilho de confusão passou por seus olhos.
Serena Alves se virou e saiu do quarto.
Depois de confirmar com a enfermeira de plantão que Murilo Vieira havia pedido licença e saído do hospital, sua inquietação atingiu o auge.
Enquanto isso, Murilo Vieira dirigia em direção à fábrica abandonada na zona oeste da cidade.
-
Na fábrica abandonada.
Marcos Pacheco olhou para André Cruz, amarrado a um pilar no centro da fábrica, com um sorriso nos lábios.
Vendo que estava quase na hora, ele posicionou uma dúzia de homens em seus esconderijos e ordenou:
— Fiquem todos alertas. Assim que Murilo Vieira entregar a caixa de metal, ataquem e capturem-no. Se ele tentar alguma gracinha, matem este homem imediatamente!
— Sim!
Os homens responderam em uníssono, estalando os dedos.
Do lado de fora da fábrica, o carro de Murilo Vieira parou lentamente.
Ele abriu a porta e pegou do banco do passageiro a caixa de metal que preparara com base na descrição de Henrique Serena.
Então, caminhou em direção ao interior da fábrica.
A iluminação lá dentro era fraca.
Apenas uma luz central iluminava Marcos Pacheco, sentado em uma poltrona, e ao seu lado, André Cruz, coberto de ferimentos.
— Murilo Vieira, você realmente veio.
Ao ver a caixa de metal nas mãos de Murilo Vieira, Marcos Pacheco sorriu.
De fato, os seres humanos são egoístas.
Entre seus próprios interesses e a mulher que amam, a escolha é sempre a primeira opção.
Quanto a Murilo Vieira, já que ele tinha visto o conteúdo, não sairia dali vivo hoje.
O capanga se aproximou de Murilo Vieira com cautela, apontando uma arma para seu peito enquanto se agachava diante da caixa de metal.
— Abra e veja. — ordenou Marcos Pacheco.
Ele só precisava confirmar se o conteúdo da caixa era verdadeiro ou falso.
O homem obedeceu e levantou a tampa da caixa.
O veludo vermelho-escuro apareceu, e dentro, o livro-caixa, a cópia do acordo e a cópia da lista eram réplicas perfeitas.
Até as marcas de amarelado no papel foram imitadas com perfeição.
Ele folheou algumas páginas rapidamente e, erguendo a cabeça, assentiu para Marcos Pacheco.
— É verdadeiro.
Um sorriso triunfante surgiu nos lábios de Marcos Pacheco.
— Tragam o homem.
Outros dois capangas saíram das sombras, desamarraram André Cruz e o arrastaram, um de cada lado, em direção a Murilo Vieira.
Murilo Vieira deu um passo à frente para ampará-lo, mas Marcos Pacheco de repente ergueu a mão e assobiou.
Instantaneamente, das sombras ao redor da fábrica, surgiram mais capangas armados.
Eles cercaram Murilo Vieira e André Cruz, com as armas apontadas para eles.

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