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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 465

Por isso, ele havia depositado todas as suas esperanças em Vera Barbosa.

Ele não esperava que o resultado fosse este.

E agora, ele não tinha nenhuma carta na manga para fazer Giselle Castro falar a verdade...

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Na antiga mansão da família Serra.

Gabriel Serra atirou com força uma valiosa xícara de porcelana no chão.

Os cacos se espalharam, rasgando a superfície aveludada do tapete.

— Murilo Vieira!

Ele rangeu os dentes, as veias em sua testa saltando.

— Você se atreve a atrapalhar meus planos? Espere para ver!

Agora que havia perdido seu status como presidente do Grupo Serra, as coisas certamente não corriam mais com a mesma facilidade de antes.

Luciana Domingos, ao lado, observava Gabriel Serra à beira de um colapso, com o coração aos pulos, hesitante em falar.

Quando recebeu a notificação do tribunal de que o pedido de suspensão do processo fora rejeitado, ela já imaginava que Gabriel Serra reagiria assim.

Gabriel Serra dominou o mundo dos negócios por muitos anos e, desde que assumiu o Grupo Serra, nunca havia sofrido uma afronta tão grande.

Gabriel Serra andava de um lado para o outro no escritório, seus sapatos caros de couro pisando nos cacos de porcelana, produzindo um som agudo e estridente.

Seus olhos ardiam de fúria e ressentimento, e suas mãos estavam cerradas em punhos, os nós dos dedos brancos.

— Murilo Vieira, você acha que protegê-la vai resolver tudo?

— Você não tem medo da reação dela quando descobrir que você só se aproximou para se vingar?

Sua voz era rouca, carregada de uma ameaça densa, como o rugido de uma fera enjaulada.

O mordomo entrou apressado, pálido e com passos vacilantes.

— Jovem mestre...

— O que foi?

Gabriel Serra virou-se para ele, os olhos faiscando de impaciência.

— Não vê que estou ocupado?

O mordomo, assustado com a fúria que ele ainda não conseguira conter, baixou a cabeça apressadamente. — Jovem mestre, lá fora... a polícia está aqui.

— A polícia?

Gabriel Serra franziu a testa, o rosto cheio de perplexidade.

— O que a polícia quer aqui?

Uma estranha sensação de inquietação começou a crescer dentro dele.

Antes que o mordomo pudesse explicar, a porta da sala de estar se abriu.

Endrick Castro, em seu uniforme de policial, entrou com postura ereta e uma expressão séria, acompanhado por vários oficiais.

Seu olhar gelado se fixou imediatamente em Gabriel Serra, desprovido de qualquer calor.

O coração de Gabriel Serra falhou uma batida.

Um pressentimento sombrio tomou conta dele instantaneamente.

— Gabriel Serra, somos da Polícia Civil da cidade.

Endrick Castro apresentou o mandado de prisão, sua voz alta e firme.

— Você é suspeito de prática de barriga de aluguel ilegal. Estamos aqui para prendê-lo. Por favor, venha conosco.

— Barriga de aluguel ilegal?

Gabriel Serra reagiu como se tivesse ouvido a maior piada do mundo, mas suas pupilas se dilataram incontrolavelmente. Ele cambaleou para trás.

Como era possível?

Serena Alves realmente ousou denunciá-lo?

Ela sabia muito bem que expor isso também não a beneficiaria!

Ele murmurou para si mesmo. Seu orgulho e confiança de outrora se desintegraram naquele momento, deixando para trás apenas um profundo desespero e arrependimento.

Ele não deveria ter subestimado a determinação de Serena Alves, e muito menos ter provocado Murilo Vieira.

Se ele não a tivesse forçado à barriga de aluguel, se a tivesse tratado bem depois do casamento...

Mas não havia “se” no mundo.

— Levem-no.

Endrick Castro não perdeu mais tempo e ordenou em voz baixa.

Dois policiais imediatamente se aproximaram, segurando os braços de Gabriel Serra, um de cada lado.

— Me soltem! Eu não vou!

Gabriel Serra foi arrastado à força em direção à porta.

Seus passos eram vacilantes, seu terno caro estava amarrotado e seu cabelo, desgrenhado.

O outrora imponente diretor Serra agora parecia um cão abandonado, patético.

Ao chegar à porta, ele se virou bruscamente, olhando para a mansão que administrou por tantos anos.

Seus olhos estavam cheios de ressentimento e desespero.

Ele sabia que, a partir do momento em que fosse levado pela polícia, sua vida estaria completamente acabada.

Serena Alves, Murilo Vieira.

Ele gritou esses nomes em sua mente, o ódio crescendo como uma videira venenosa.

Mas nenhum ódio poderia mudar o fato de que ele estava prestes a enfrentar a prisão.

A sirene da viatura soou do lado de fora, estridente e penetrante.

Gabriel Serra foi empurrado para dentro do carro, e a porta se fechou com um baque surdo, isolando-o do mundo exterior.

Ele desabou no banco de trás, as mãos algemadas. O toque frio do metal o fez estremecer.

A paisagem do lado de fora passava voando, como a vida gloriosa que ele um dia tivera.

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