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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 412

Talita Alves percebeu sua hesitação.

Ela baixou os olhos, seus dedos apertando firmemente a barra de seu vestido.

— Voltei ontem... Pai, é verdade que a mamãe matou a tia Maia?

Não ouvindo a resposta de João Alves, ela ergueu a cabeça.

Seus olhos estavam vermelhos e marejados, cheios de culpa.

— Pai, me desculpe. Eu não sabia que a mamãe tinha feito isso. Ela prejudicou a tia Maia Domingos. Eu... eu peço desculpas a você em nome dela.

— Não tem nada a ver com você.

Afinal, era a filha que ele amava há mais de vinte anos.

Vendo o rosto pálido de Talita Alves, sua compaixão por ela superou o ódio por Márcia Nunes.

— O importante é que você voltou.

— Sua mãe disse que você foi para o exterior para trabalhar em pesquisa e desenvolvimento. Como estão as coisas?

— Já terminei.

Os olhos de Talita Alves brilharam.

— Pai, eu quero voltar para te ajudar.

— Eu sei que o que a mamãe fez é imperdoável. Não peço que a perdoe, apenas que me deixe ficar na InovaBr Tech. Quero usar minha tecnologia para ajudar a empresa.

O coração de João Alves se moveu.

A construção da plataforma para a SelvaTech exigia precisamente um especialista em inteligência artificial, e Talita Alves se encaixava perfeitamente.

Além disso, ela era a filha que ele mimara desde pequena.

O sangue falava mais alto; como ele poderia realmente expulsá-la?

— Certo. De agora em diante, o departamento de P&D continuará sob sua responsabilidade.

João Alves assentiu e instruiu Sandro Souza, que estava ao lado:

— Sandro Souza, explique em detalhes a situação atual da empresa para a Talita, especialmente o progresso do projeto SelvaTech.

— Sim, diretor Alves. — respondeu Sandro Souza.

Um brilho quase imperceptível passou pelos olhos de Talita Alves.

Ela disse apressadamente:

— Obrigada, pai.

— Senhorita, por aqui, por favor.

Sandro Souza levou Talita Alves para fora do escritório, até a área da secretaria, e entregou-lhe todos os materiais que eles tinham sobre a SelvaTech.

No entanto, Talita Alves não pegou os documentos.

Em vez disso, ela tirou do pescoço um pequeno medalhão e o estendeu para Sandro Souza.

No medalhão, estava gravada uma discreta letra "P".

Sandro Souza balançou a cabeça.

— O jovem mestre desapareceu depois de fugir da antiga casa e não tivemos mais notícias.

— Eu imagino que ele tenha feito isso para descobrir a verdade sobre a morte de sua mãe.

Ao ouvir isso, os dedos de Talita Alves se apertaram com força, as unhas cravando-se profundamente na palma da mão.

Parece que Henrique Serena acreditou nas palavras de Serena Alves e estava convencido de que foi Márcia Nunes quem matou sua mãe, e por isso foi investigar.

Não admira que, quando Márcia Nunes se meteu em problemas, Henrique Serena não lhe tenha feito uma única ligação!

A culpa era toda de Serena Alves!

Ela fez com que Henrique Serena se afastasse dela!

O ódio, como uma hera venenosa, envolveu seu coração.

Talita Alves respirou fundo, pegou o celular e rapidamente enviou uma mensagem para Marcos Pacheco, contando-lhe a situação da família Alves.

No entanto, ela não ousou dizer a Marcos Pacheco que a caixa de metal havia sido transferida.

Ela apenas disse que Henrique Serena havia pegado o objeto e que provavelmente o entregara a Serena Alves.

-

Marcos Pacheco olhou para a mensagem na tela do celular, um brilho feroz em seus olhos.

— João Alves continua o mesmo inútil de sempre. Como pôde deixar algo tão importante ser levado?

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