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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 411

— Que bom.

Ao ouvir as palavras de Endrick Castro, o sorriso de Serena Alves se aprofundou.

Com isso, não só a manipulação de mercado por Hector Domingos estava confirmada, mas também o desvio de fundos e a falsificação de balanços.

Com múltiplos crimes, ele provavelmente não sairia da prisão em menos de dez anos.

— A propósito, Sr. Castro, há mais uma coisa que gostaria de lhe entregar.

— Está relacionado ao fato de Márcia Nunes ter subornado Pedro Barbosa para causar o acidente de carro que matou minha mãe.

Dizendo isso, ela se virou, abriu o cofre e entregou o pen drive que acabara de guardar a Endrick Castro.

— Estas são as provas do tráfico de órgãos humanos de João Alves e Marcos Pacheco, de vinte anos atrás. Inclui o livro-caixa, o acordo de cooperação e a lista de pessoas envolvidas.

— Suspeito que minha mãe descobriu algo na época, e por isso foi silenciada por Márcia Nunes.

Endrick Castro, ciente da gravidade da situação, conectou imediatamente o pen drive a seu laptop.

Na tela, as palavras "Plano de Viagem" eram gritantes.

Cada fluxo de fundos, cada cláusula de divisão de lucros, estava claramente visível.

— A fonte dessas provas é legal?

Endrick Castro ergueu o olhar, seus olhos examinadores.

— Foram retiradas da antiga casa do Grupo Alves na noite passada.

Lembrando-se do que sua mãe sofreu, a voz de Serena Alves embargou.

— Por favor, Sr. Castro, ajude-me a descobrir quem mais está envolvido nisso.

— Certo.

Endrick Castro guardou o pen drive com cuidado.

— Eu me encarregarei deste assunto.

— No entanto, Srta. Alves, da próxima vez que tiver alguma informação, por favor, me avise imediatamente. Não se arrisque mais dessa maneira.

— Certo.

Serena Alves assentiu, sentindo um grande peso ser retirado de seus ombros.

— Obrigada, Sr. Castro.

Depois que Endrick Castro e sua equipe partiram, Serena Alves recostou-se na cadeira e fechou os olhos por um momento para se recompor.

-

Enquanto isso, na sala de reuniões do Grupo Serra.

João Alves segurava o acordo que acabara de assinar com Roberto Serra, um sorriso incontido em seus lábios.

Embora Roberto Serra tenha se aproveitado da situação, forçando-o a ceder uma parte considerável dos lucros na colaboração anterior, tudo valeria a pena se ele conseguisse os direitos de parceria com a SelvaTech.

Além do mais...

Com Murilo Vieira doente, a presidência do Grupo Serra seria dele, sem dúvida.

— Então, aguardarei ansiosamente as boas notícias do diretor Serra.

João Alves se levantou e apertou a mão de Roberto Serra.

Ao sair do prédio do Grupo Serra, João Alves sentou-se no banco de trás do carro e, de excelente humor, ligou para seu assistente, Sandro Souza.

— Informe a todos para começarem a preparar a plataforma para o sistema da SelvaTech. Quero que recursos humanos, financeiros e materiais sejam priorizados para isso.

O carro entrou no estacionamento subterrâneo do Grupo InovaBr Tech.

Assim que João Alves entrou em seu escritório, viu duas figuras paradas em frente à janela panorâmica.

Talita Alves usava um vestido branco simples.

Ela estava visivelmente mais magra, suas bochechas antes redondas agora estavam afundadas, e havia olheiras escuras sob seus olhos.

— Pai.

Ela se virou, sua voz um pouco rouca.

João Alves ficou surpreso, e uma onda de compaixão o invadiu.

— Talita? Quando você voltou? Por que está tão magra?

Ele se aproximou, querendo afagar a cabeça da filha, mas ao olhar para o rosto de Talita Alves, tão parecido com o de Márcia Nunes, sua mão parou no ar.

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