Cap 86
Ela caminhou até a mesa com passos dramáticos, o salto ecoando como se marchasse para uma guerra particular que só ela entendia.
— Eu bem que imaginei. — Rose cruzou os braços, fazendo questão de lançar um olhar mortal para Mima. — Você nunca tirou cinco minutos para tomar café comigo. Cinco minutos! E agora está com mais uma estranha? — apontou, como se Mima fosse um insulto vivo.
Mima quase engasgou com a audácia.
Adon esfregou a ponta do nariz, exausto.
— Rose, espero que tenha modos…
— Não! Não me venha com esse tom cansado! — Rose disparou, erguendo um dedo acusador. — Você nunca me deu a chance de mostrar que eu seria a escolha perfeita. Agora já está aí… com mais uma.
O suspiro que Adon deu poderia ter movido cortinas.
Ele se levantou, arrastando a cadeira com calma calculada. Puxou outra cadeira — ao lado de Mima — e a colocou diante de Rose.
— Sente-se.
Rose piscou, surpresa.
— Quê? Você… você vai me expulsar também?
— Não. — Adon respondeu com um sorriso debochado. — Vou apresentar vocês. Já que, aparentemente, eu preciso escolher entre minhas… fãs.
Mima arregalou os olhos; Rose ficou vermelha.
Ele apontou para Mima.
— Rose, essa é Guilhermina. Sua futura concorrente.
Depois apontou para Rose.
— Guilhermina, essa é Rose. Pelo visto, outra candidata ao meu tempo. Querem um crachá? Uma senha? Como preferem organizar essa disputa?
Rose abriu a boca, indignada.
Mima fechou a dela — chocada por um segundo — e então recuperou a postura com um sorriso venenoso.
Adon deu um passo para trás.
— Vocês não queriam café? Pois ótimo. Tomem café juntas.
Ele ergueu o relógio no pulso.
— Eu sou o presidente. Tenho agenda, compromissos e paciência limitada.
Ele virou as costas.
As duas ficaram paradas, encarando-se como tigresas prontas para o ataque.
— Guilhermina, não é?
— Não ouviu? Mas me chame de Mima. Não gosto desse nome.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!