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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 345

— Tudo bem. Agora me entregue o dinheiro.

Helena abriu a bolsa e retirou uma pasta, maior do que a que costumava levar para as reuniões de trabalho. O volume em seu interior tornava evidente a quantia que carregava.

Por um breve instante, Helena hesitou. Aquele dinheiro representava uma parte considerável das reservas da empresa e do caixa da residência, dinheiro de Eduardo, recursos que levaria tempo para recuperar.

Empurrou a pasta pela mesa.

Danilo a recolheu e conferiu rapidamente o conteúdo, sem abri-la por completo. Depois, levantou-se.

— Adeus, Helena. Espero que seja feliz.

Ela não respondeu.

Danilo colocou os óculos novamente e se afastou, deixando a cafeteria sem olhar para trás.

Helena permaneceu com o coração disparado e as mãos frias. Só quando ele desapareceu pela porta percebeu que estivera prendendo a respiração.

Olhou para a xícara diante de si. O café estava completamente frio.

Estava feito.

Uma parte dela queria acreditar que aquela seria a última vez que ouviria o nome de Danilo. Queria acreditar que, finalmente, poderia voltar a viver sem o peso das ameaças.

Mas a tranquilidade ainda parecia distante.

Levantou-se, pegou a bolsa e deixou a cafeteria, levando consigo a esperança frágil de que Danilo cumprisse a palavra.

*****

Do outro lado da cidade, no escritório da presidência do Grupo Monteiro, Eduardo acabara de receber uma notificação de um contato que vinha lhe fornecendo informações sobre Helena.

Pegou o celular e abriu a mensagem.

A fotografia ocupava quase toda a tela.

Helena estava sentada diante de Danilo em uma cafeteria. A imagem fora capturada no instante em que ela lhe entregava uma pasta volumosa, enquanto ele estendia a mão para recebê-la.

Eduardo permaneceu imóvel, com os olhos fixos na tela.

Era exatamente o que esperava encontrar e, ainda assim, ver aquilo provocou nele uma sensação amarga.

Seus dedos se fecharam em torno do celular. A imagem continuava diante de seus olhos, oferecendo-lhe uma confirmação que ele não queria acreditar.

Mas, naquele momento, já não procurava explicações, apenas enxergava a prova que julgava ter encontrado.

*****

Bianca acabara de estacionar o carro diante da mansão da família Lima.

Desceu e olhou ao redor. A imponência da residência ainda a impressionava, mesmo depois das outras visitas.

Pegou o material no banco de trás e, após um suspiro discreto, caminhou até a entrada. A enorme porta de madeira escura ocupava quase toda a altura do pé-direito duplo do térreo.

Quando se aproximou, a porta se abriu.

Bianca preparou um sorriso para o mordomo, mas, para sua surpresa, encontrou Bruno do outro lado.

Por um instante, esqueceu o que pretendia dizer.

— Boa tarde, Bianca.

Ela precisou de alguns segundos para recompor a expressão.

— Boa tarde, Bruno. Não esperava encontrá-lo.

Ele sorriu. Era aquele sorriso capaz de acelerar o coração dela sem aviso, mas havia algo diferente dessa vez. Mais aberto, espontâneo, como se estivesse realmente contente com sua chegada.

— Minha mãe me contou que você viria trazer o projeto final. Achei que deveria conferir pessoalmente como ficou.

— Entendi.

Bianca baixou os olhos, disfarçando a sombra que atravessou seu rosto para que ele não visse.

Na verdade, Bianca, entendeu que a reforma interessava a Bruno devido a próxima grande festa que aconteceria ali, provavelmente o casamento dele.

A simples lembrança foi suficiente para abafar a alegria inesperada que sentira ao encontrá-lo à porta.

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