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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 344

Ao entrar no escritório de Helena, Bianca franziu a testa, preocupada.

A prima estava com o semblante abatido, e até mesmo sua aparência denunciava o desgaste dos últimos dias. Helena parecia ter perdido peso, e havia algo em seus olhos que Bianca não conseguia ignorar.

— Helena, o que está acontecendo? — perguntou sem rodeios. — Célia me contou que você fez uma retirada considerável do capital da empresa.

Helena desviou o olhar. Nunca escondera nada da prima, e justamente por isso aquela conversa lhe pesava tanto. Não conseguia mentir para Bianca, mas também não queria envolvê-la em um problema que precisava resolver sozinha.

— É uma retirada estratégica. Depois, vou repor o dinheiro — respondeu, repetindo a explicação que dera a Célia.

Bianca estreitou os olhos.

— Helena, eu te conheço desde que nasci. Sei que você não está bem e que alguma coisa está acontecendo.

— Agradeço sua preocupação, mas está tudo bem. — Helena forçou um sorriso e apontou para a pasta nas mãos da prima. — Então, como está o projeto do salão de festas da casa do Bruno?

Bianca percebeu a mudança de assunto, mas decidiu não insistir naquele momento.

— Já terminei os ajustes solicitados pela senhora Arlete. Gostaria que você revisasse o projeto antes da reunião desta tarde.

— Claro. Me dê aqui.

Helena recebeu a pasta. O projeto era importante para a empresa, tanto pelo prestígio do cliente quanto pelo retorno financeiro que poderia proporcionar. Naquela altura, cada novo contrato fazia diferença.

As duas se debruçaram sobre os desenhos, analisando os acabamentos, a disposição dos ambientes e a escolha dos materiais. Durante quase uma hora, concentraram-se no trabalho, até que Helena finalmente se recostou na cadeira, satisfeita.

— Bianca, ficou incrível! — elogiou, com sinceridade. — Consigo ver você em cada detalhe. Tenho certeza de que a senhora Arlete ficará muito satisfeita.

Bianca sorriu, mas havia uma sombra de tristeza em seu olhar.

Quando ela e Alice conceberam o projeto e escolheram os materiais, não conseguiu evitar de imaginar como seria uma festa de casamento naquele salão. A combinação de elementos simples e sofisticados criava uma elegância acolhedora, exatamente como ela sonhava que fosse um dia a celebração de seu próprio casamento.

Por um breve instante, permitiu-se sonhar. Depois, guardou aquele pensamento para si.

— Obrigada — respondeu baixinho.

— Tenho certeza de que ela vai aprovar.

— Também acho. Bem, preciso ir. Tenho algumas coisas para resolver antes da reunião.

Bianca se levantou, levando a pasta consigo. Antes de sair, lançou mais um olhar à prima, como se ainda esperasse que ela mudasse de ideia e lhe contasse o que estava acontecendo.

Helena, porém, limitou-se a sorrir.

Assim que ficou sozinha, o sorriso desapareceu.

Pegou o celular sobre a mesa e abriu a conversa. A última mensagem de Danilo continuava ali, curta e ameaçadora:

“Estou te aguardando no mesmo lugar. Não atrase.”

Helena sentiu o estômago se contrair.

Olhou para o relógio. Estava quase na hora do encontro.

Respirou fundo, guardou o celular e se levantou. Não podia mais adiar. Tinha que fazer e se livrar da ameaça que vinha consumindo seus dias.

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