O funcionário não disse mais nada. Afastou-se em silêncio, avaliando cuidadosamente o grupo.
Se perdessem essa mão...
O cassino com certeza sofreria tremores!
— Continue revelando.
Assim que Pietra deu o comando, Rafaela interferiu de novo: — Senhorita Pietra, você não vai voltar atrás, vai?
— São apenas 7 bilhões. A Família Abismo Azul sequer notaria.
Apesar das palavras, Pietra demonstrava um claro nervosismo na voz.
— Ah...
Rafaela sorriu.
Se soubesse que a herdeira tinha uma mente tão simples, teria apostado mais.
Afinal...
O dinheiro da Família Abismo Azul envolvia a parte do pai dela.
— Sendo assim, tudo bem.
Rafaela umedeceu os lábios e ordenou com calma: — Pare de enrolar, abra logo as outras duas.
— Por mim, sem problemas.
Pietra riu friamente, surpresa com a pressa em perder.
— Vire.
A crupiê revelou as outras duas cartas de Pietra.
Sem surpresas: ambas eram Reis.
Três Reis. 39 pontos.
Desconsiderando os Coringas, era o maior valor possível.
Pietra sorriu vitoriosa. Fitou os dois do outro lado da mesa, já com seu pedido em mente.
Jantar com aquele cavalheiro elegante...
A noite certamente seria maravilhosa.
— Cartas do adversário.
De luvas brancas, a crupiê virou as últimas cartas de Rafaela, sob o olhar de todos.
Coringas!
Mão imbatível!
Qualquer carta virava pó diante dos Coringas.
No instante em que as cartas foram mostradas, o salão emudeceu.
Todos os olhares convergiram para Rafaela.

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