Não vai perder?
Pietra sorriu e olhou para as unhas bem-feitas, ostentando sua típica arrogância de jovem rica.
Quanta presunção!
Devido ao seu alto status, Pietra nunca falhou em conseguir o que queria.
Se não pudessem dar a ela, ela tomava.
Se não pudesse tomar, ela destruía.
Era dela, ou...
Ou...
Não seria de mais ninguém!
— Hoje eu vou te ensinar a perder.
Com desprezo, Pietra ergueu o queixo e ordenou: — Mostre as cartas!
— Sim, Senhorita Pietra.
A crupiê revelou as três cartas de Pietra em sequência.
A primeira: um Rei. 13 pontos.
Ao ver a carta, Pietra deu um sorriso provocativo para a garota à frente.
Exceto pelos Coringas, o Rei era o maior.
Rafaela apoiou o rosto na mão e lançou um olhar desatento, sem mudar a expressão: — Vire!
A crupiê revelou a primeira carta de Rafaela: 7 pontos.
Vendo o número, Adler e os outros hesitaram, mas mantiveram a postura.
Se a chefe não estava em pânico, estava tudo sob controle.
Pietra, por outro lado, começou a rir ao ver o contraste. Fingindo generosidade, disse: — Se desistir agora, esqueço o dinheiro e fico só com o... desejo.
A diferença entre 7 e 13 pontos era óbvia.
Pietra sabia quais eram as mãos de ambas.
Um baralho tinha quatro Reis. Ela segurava três, somando 39.
A não ser que Rafaela tivesse os Coringas, as cartas de Pietra eram as mais altas possíveis.
Porém...
Ela já instruíra a crupiê a retirar os Coringas do maço.
Não havia meios para que Rafaela vencesse.

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