Estavam à beira da morte e ainda queriam demonstrar afeto.
Em breve.
Esse homem seria dela.
Se ele viveria ou morreria, caberia a ela decidir.
Quanto a essa garota...
Ela só podia esperar para deitar em um laboratório frio, ser aberta e ter o corpo exposto no deserto.
— ...
Arthur também estava com o rosto sombrio, encarando os dois.
Aqui era o Cassino Imperial, o território dele, rodeado pelos homens dele...
Eles não estavam discutindo como se salvar e falavam tanta bobagem?!
Justo quando Arthur pensava em como tirar a arma da mão de Fabiano.
O homem de repente recolheu a mão, jogou a arma na mesa casualmente e enfiou os dedos no paletó.
Sem saber o que ele queria fazer, todos os guarda-costas ficaram tensos.
No segundo seguinte.
Fabiano tirou um pirulito.
Arthur: — ...
Pietra: — ...
Os outros: — ...
Eles podiam demonstrar um pouco de respeito? Era a cena de um tiroteio!
Além disso.
Eles estavam quase morrendo e ainda queriam comer... um pirulito?!
Fabiano desembrulhou o pirulito sem pressa, entregou à garota e tirou o paletó, colocando-o sobre a cadeira.
— Sente-se um pouco, eu vou pegar a pulseira para você.
Rafaela olhou para o objeto na mesa, piscou os olhos, colocou o pirulito na boca e estava prestes a falar: — Na verdade...
— Já chega! — A voz de Pietra soou de repente: — Pai, prenda-os rápido!
O Sr. X não tinha arma na mão, o pai dela não estava sob ameaça. Era o melhor momento para pegá-los.
Ela não queria ver aquela cadela por mais um segundo sequer!
Arthur não disse nada e caiu em um breve silêncio.
Abaixar a arma por conta própria e deixar que eles tivessem todo o controle...
Estranho, muito estranho!

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